Liberalismo e Intervencionismo Econômico

Considerado como importantes doutrinas do capitalismo, frequentemente alguma delas está em prática para o desenvolvimento das nações. É certo pensar que em épocas de crise mundial acontece maior intervencionismo em detrimento do liberalismo demandado pelos críticos. Conheça os dois pensamentos.

Liberalismo

Pensamento econômico e político que acredita no funcionamento liberdade individual em diversos campos da sociedade. John Locke e Adam Smith são tidos como os dois pais do pensamento, ambos mudaram a forma de encarar o mundo com as suas teses publicadas entre os séculos XVII e XVIII.

Neste sentido, os cidadãos podem agir com individualidade por compreenderem de forma clara como funciona a realidade. A propriedade privada representa ponto chave na discussão por ser algo exclusivo ao possuidor. Os liberais acreditam que a liberdade humana representa presunção universal.

As leis precisam de aspiração igual para todos os grupos da sociedade, independente do nível social ou econômico. O liberalismo jurídico representa pressões e ao mesmo tempo, imparcialidade nas decisões. O mercado livre pode ser considerado como ações realizadas sobre recursos escassos sem que exista interferência política ou mesmo de interessantes particulares. Vale ressaltar que o sistema difere da visão mercantilista.

A maior representação do governo liberal aconteceu entre 1839 e 1840 em território francês. O nacionalismo fica em alta entre os componentes das nações, influenciando inclusive nas decisões de Bismarck na Unificação da Alemanha e de Manzini e Garibaldi, durante a Unificação da Itália.

Alguns historiadores apontam o surgimento do liberalismo como resultado das expansões napoleônicas somadas com a história da democracia. A teoria política pressupõe a doutrina liberal como aquela diferentes das não-liberais, como no caso do populismo, totalitarismo e plebiscitário. Em termos gerais, o pensamento liberal na economia se apresenta em tempos, locais e datas diferentes. Nesta ótica fica impossível fazer algum plano pontual.

O liberalismo começa na Guerra Civil Inglesa. Representou um pensamento utilizado inclusive, como força da intelectual para exterminar as guerras religiosas. O reconhecimento mundial começou com a Revolução Americana, que de certa forma se iniciou como um novo ritmo sobre a concepção do desenvolvimento humano.

A tendência do pensamento foi diminuída com o surgimento das Grandes Guerras Mundiais, evidenciando que a doutrina acabou com as batalhas da religião para estar presente nos dois maiores conflitos da história humana. Hoje em dia, as democracias liberais defendem a descentralização política de ordem econômica.

Economia Descentralizada e Liberalismo de Adam Smith

Economias descentralizadas são conhecidas pela falta de ordens, com produções e consumos correntes de maneira involuntária. As decisões econômicas funcionam em consequência do sistema de preços. Curiosos podem se perguntar como os produtos podem parar nos supermercados sem nenhuma ordem centralizada. Para responder esta pergunta, os teóricos relembrando do liberalismo explicado com extensão pelo economista Adam Smith, tido como o pai da economia moderna.

Os lápis são feitos após uma produção que utiliza como matérias primas principais as árvores e o mineral utilizado para a fabricação do grafite. Desde o momento de cortar a madeira até a hora de colocar os produtos nas prateleiras dos comércios, existem trabalhadores participando da produção em troca de salários mesmo sem a força de trabalho, não tendo a menor ideia do que está sendo produzido.

Conforme o pensamento de Smith, os trabalhadores não estão preocupados com a produção do lápis, mas sim em receber remunerações para poder sobreviver no sistema capitalista. Os preços se estabilizam sozinhos conforme o autointeresse dos donos dos meios de produções e das decisões descentralizadas. Seguindo esta ótica, é possível imaginar que os lápis podem ser industrializados e colocados nos supermercados sem ordens específicas, vindas de apenas um escritório central.

Problemática dos Sistemas de Preços

Os sistemas de preços podem resolver os problemas sobre o que e para quem produzir os bens de consumo duráveis e não duráveis. A informação do preço é transmitida no momento em que todos os trâmites da produção forem solucionados, resultando assim nas determinadas distribuições de produção aos próprios empregados, que colaboraram nos setores produtivos de diferentes empreendimentos.

O problema do “para quem produzir” é solucionando visto que os trabalhadores assalariados compram lápis por diversos motivos, com a papelaria vendendo e crescendo de forma econômica junto com todas as outras iniciativas que participaram da produção. Interessante notar que após o esgotamento do estoque, os consumidores estarão dispostos a pagar valores superiores para comprarem lápis extras, acréscimo que estimula aos donos do comércio solicitarem novos pedidos aos produtores.

Intervencionismo

A Crise de 29 tornou grande parte do mundo empobrecido por causa dos destroços. Falta de emprego e grande desvalorização monetária foram marcas presentes nas grandes nações do mundo. O problema na geração de emprego deixava milhares de famílias aflitas com uma só certeza: Liberalismo econômico retardava o crescimento coletivo dos pobres enquanto que os donos dos meios de produções eram os únicos protegidos.

Foi neste cenário que brilhou a figura de John Maynard Keynes com oposição ao ideal de que o mercado liberal oferecia empregos de forma automática, assim como nas demandas de ajustes salariais. As ideias do economista foram adotadas principalmente na metade do século XX. O sucesso das adaptações foi eminente, sendo aderido por diversas economias ocidentais.

A capacidade do Estado como agente regulador passou a ser questionada com a crise economia da década de 1970, por causa do intervencionismo inglês e estadunidense e da Crise do Petróleo, que culminou no tabelamento do recurso. Porém, o ciclo econômico muda de opinião com constância e o pensamento ressurgiu no início do século XXI. Barack Obama, Gordon Brow e Lula são três exemplos de chefes executivos que apostaram no intervencionismo como arma principal das políticas, aplicadas de forma interna e externa.

Keynes foi nomeado como uma das personalidades mais influentes do século passado pela revista Time, no ano de 1999. Neste sentido é considerado como o pai da macroeconomia moderna.

Intervencionismo de Lula

O chamado populismo aplicado por governantes do passado virou intervencionismo no presente de acordo com alguns especialistas em política. O Governo interfere na economia principalmente para: Estimular consumo interno diminuindo taxa e juros e elevar geração de emprego, mantendo economia quente e fortificando empreendimentos nacionais.

Teorias de Adam Smith relacionadas com a “mão-invisível” ficaram em cheque em terras nacionais, principalmente depois do apogeu keynesianista proporcionado pelo governo Lula.

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