Agrupamentos Comerciais e Capitalismo Moderno

Como pressupõe o próprio nome, consiste em conjuntos de zonas comerciais que se estabelecem próximas entre si e formam local nos qual a compra e venda de bens acontece com ritmo acelerado. Quanto maior o nível de grupos de comércios no município, maiores as chances de aumentar o PIB e enriquecer os comerciantes. Locais do gênero são encontrados em grande parte dos países com economia desenvolvida, desde Estados Unidos até Brasil.

Capitalismo Moderno: Agrupamentos Comerciais

Desde o final do mercantilismo e início do capitalismo moderno que encontrou o boom depois da Revolução Industrial a presença de agrupamentos comerciais no continente europeu representou um processo constante que culminou com o início da própria globalização, visto que a produção ficou saturada e existiu a necessidade de vender bens aos países emergentes que estavam declarando independência, de forma principal na América Latina.

Movimentos que são contrários à globalização dizem que o excesso de produção dos agrupamentos comerciais culminou de forma direta para o neocolonialismo. Se antes as colônias eram dominadas por causa da força, com a independência o domínio europeu aconteceu em termos econômicos e na própria ideologia cultural da elite.

De fato, desde o século XIX a Europa desenvolveu os agrupamentos comerciais como resposta da burguesia aos anseios do povo em declarar a queda das oligarquias dominadas por reis, rainhas e igreja. Como iniciou a organização comercial de forma prévia enquanto as colônias lutavam por independência, a Europa saltou de forma comercial e industrial e nos dias de hoje tem maior infraestrutura dos que os países emergentes em termos de comércio, de forma principal entre os setores da moda e tecnologia.

Antes e Depois: Agrupamentos Comerciais

Não se pode ignorar na diferença entre o passado e presente dos agrupamentos comerciais. No começo do capitalismo os centros ainda tinham infraestruturas rudes e falta de fiscalização quanto aos bens vendidos, embora tenha sido projeto que conseguiu retirar a fome massiva que foi marca da Europa na Antiguidade e feudalismo.

Em épocas atuais a indústria tem maior ligação com o comércio, aumento o número de trabalhadores não apenas em termos quantitativos como também qualitativos em educação e preparo para as vendas e consumidores cresceram o poder de consumo ao ponto de escolher quais alimentos comprar nos países com regime capitalista.

Com a vitória e expansão do capitalismo depois do final da Guerra Fria inclusive as nações socialistas possuem sistema de exportação que se assemelha com as nações capitalistas na busca por formar apenas uma aldeia global.

Blocos Continentais e Áreas de Livre Comércio

Os continentes começaram a se unir no sentido de formar blocos continentais e por consequência facilitar o aumento dos agrupamentos comerciais internacionais que exportam produtos e importam matéria-prima com descontos além dos existentes com o comércio estabelecido entre nações de outros continentes. A tendência começou com os ideais de eurocomunismo que resultou na União Europeia e implantação de apenas uma moeda para facilitar as negociações comerciais no continente, o Euro.

Entre os destaques dos agrupamentos comerciais contemporâneos ao século XXI não se pode ignorar a importância das áreas de livre comercio. Nas zonas do gênero as nações que se encontram no grupo possuem queda das tarifas e nível de burocracia que atrasa as transações comerciais. Com a carência das tarifas o comercio evolui com maior velocidade e entra em queda de preços entre as nações envolvidas, pelo menos em teoria.

Não se pode ignorar o fato de que as áreas de livre comércio também podem acontecer entre países de continentes diferentes. Por exemplo, nos dias atuais a União Europeia estuda alternativas para estabelecer negociações comerciais facilitadas com o MERCOSUL. A iniciativa surgiu do próprio bloco europeu ao levar em conta a crise econômica que acontece no final da primeira década do século XXI. O grande empecilho se encontra na presença da Argentina que por causa do calote no final do século XX traz a desconfiança dos investidores da Europa.

Associação Europeia de Livre Comércio: 1960

Exemplo pioneiro consiste na AELC (1960) que era composta por portugueses, suíços, dinamarqueses, austríacos, noruegueses, suecos e povos do Reino Unido. Não obstante, tirando Portugal, as nações envolvidas no acordo nos dias de hoje representam exemplos de economia sustentável, com zonas comerciais desenvolvidas e maior equilíbrio de renda entre os cidadãos para consumir no comercio nacional ou internacional.

Zonas Unidas em Alfândegas

Outro exemplo de agrupamentos comerciais do presente que fazem sucesso em termos comerciais está nas uniões de alfandegas. Nações que se integram na lista possuem o costume de abolir as taxas de comércio. Interessante notar que conforme o caso também é implantado conjunto de tarifas externas de forma comum, ou mesmo regras a serem respeitadas com espírito de igualdade. Na metade do século XX foi formada a BENELUX, união entre belgas, luxemburgueses e holandeses, exemplo moderno de união alfandegária.

Agrupamentos Comerciais e União Econômica

Representa o ponto máximo dos agrupamentos comerciais que pode acontecer entre países que estão ou não no mesmo continente. Na prática são abolidas taxas de comércio, além de serem idealizados novos conjuntos de regras com respeito de forma igualitária. Representa o ponto máximo da abertura comercial e permite a livre circulação não apenas dos bens como também da mão-de-obra e dos capitais. Políticas fiscais e monetárias são revistas no sentido de homogeneizar as medidas. Por vezes existe a criação de Banco Central que fica responsável por ditar as regras e implantar nova moeda, como foi o caso da União Europeia no começo dos anos noventa do século XX.

Por teoria a abertura comercial consiste em ponto elementar para fazer crescer os grupos comerciais dos países envolvidos como um todo ao levar conta que a economia ganha estímulo para acelerar. Com regras vantajosas os consumidores e as empresas podem facilitar as negociações econômicas. Sem contar que o custo para fazer o comércio diminuir em nível a se considerar positivo aos comerciantes.

Enfim, vale o destaque ao apontar que nada no mundo é perfeito e a abertura comercial pode trazer certos tipos de problemas, de forma principal no que tange à administração e equilíbrio na busca dos interesses em comum entre as nações que participam do processo.

Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier

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Categoria(s) do artigo:
Governo

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