O Retrato da Economia Angolana

Antes da independência, em 1975, a Angola tinha uma economia diversificada e próspera, apesar de ter sido caracterizada por enormes desigualdades. As principais exportações agrícolas são o café, o sisal e o algodão, o setor de mineração era forte, produzindo diamantes, minério de ferro e petróleo, e não havia um setor industrial relativamente grande e diversificado.

Hoje, depois de mais de 25 anos de guerra quase contínua, a economia angolana está em desordem e a produção per capita está entre as mais baixas do mundo. Na verdade, nas últimas três décadas, o que antes era uma economia diversificada tem sido gradualmente destruída, como consequência da guerra quase ininterrupta, bem como ruins escolhas políticas, que resultaram em instabilidade macro-econômica crescente. A Angola tem 2,1% de crescimento real do PIB e uma inflação de preços ao consumidor anual de 325%.

A Força da Economia Angolana

A agricultura de subsistência fornece o principal meio de vida para 85% da população, muitos dos quais agora estão enfrentando ameaças de insegurança crescente, pois a produção de cereais caiu para um nível mais baixo. Em 1999, a agricultura representava apenas 7% do PIB. O setor de petróleo, principalmente no mar, estava isolado da guerra, tem crescido e agora é vital para a economia, contribuindo com cerca de 60% do PIB  e produzindo 90% das exportações. Angola é atualmente o sétimo maior exportador de petróleo para os EUA.

Agricultura, Silvicultura e Pesca

Em 1975, a Angola era auto-suficiente em todas as culturas alimentares, era o quarto maior cafeicultor do mundo, um grande produtor de sisal e algodão e dono das áreas mais ricas da África Austral. A saída dos colonos portugueses, o colapso das redes de comercialização e o fortalecimento da guerra civil, desde então, reverteu esse quadro. O recente aumento na luta em Angola continua a afetar negativamente a produção agrícola.

O setor da agricultura comercial entrou em colapso, exceto em algumas áreas costeiras, onde a irrigação é usada, e os excedentes comercializáveis diminuíram drasticamente devido à contínua insegurança. Quantidades insignificantes de café são produzidas, pois as áreas principais de produção de café estão sofrendo com o conflito em curso, enquanto o cultivo do sisal e do algodão praticamente cessou. Culturas tradicionais incluem mandioca e feijão no norte, o milho, no centro, e o sorgo, no sul.

Fabrico

A transformação de matéria prima contribuiu com 3,5 por cento do PIB. A produção é centrada no processamento de alimentos, cerveja, açúcar, têxteis e produtos de tabaco. Também são importantes os produtos elétricos, os materiais de construção, a produção de aço, os veículos, detergentes, bicicletas e produtos químicos. A atividade está concentrada em Luanda, Lobito e Huambo. A saída tem sido lenta, devido à escassez de divisas, má gestão e uma força de trabalho de baixa remuneração. Cerca de 60 por cento da produção total é representada por indústrias nacionalizadas.

Mineração e Hidrocarbonetos

Os setores de mineração e hidrocarbonetos, juntos, representaram 70 por cento do PIB, empregando cerca de 4 por cento da força de trabalho.

Óleo

O desempenho econômico de Angola é largamente determinado pelo nível de produção de petróleo, que responde por mais de 90 por cento das exportações. É o segundo maior produtor de petróleo da África, depois da Nigéria. A Angola é considerada uma das perspectivas do mundo na exploração do petróleo. O setor petrolífero, em particular, tem beneficiado uma série de novas descobertas, colocando Angola na posição de ter o cobiçado crescimento como maior reserva no mundo e o primeiro lugar entre os 15 melhores campos de exploração de petróleo do mundo.

Um grande número de empresas de petróleo está envolvido no negócio do petróleo de Angola, lado a lado com as “superempresas” (Total, Fina, Elf, Chevron, Exxon, Mobil, British Petroleum, Texaco e Shell), e encontramos um grande número de “independentes” (ENI, CT, BHP, Ranger, Conoco, Oceano, ROC, Petrogal, entre outros), bem como uma série de CONs (Companhias Nacionais de Petróleo).

Além disso, a intenção do governo de desenvolver a exploração de gás natural, com a construção de um terminal de GNL (gás natural liquefeito), em Luanda, deu uma oportunidade de negócio muito atraente para os investidores estrangeiros. Os campos de petróleo estão localizados principalmente no norte do enclave de Cabinda, a área restante é dividida em 13 blocos, das quais oito são atribuídas aos operadores estrangeiros.

As exportações dos Liquefeitos de gás natural começou em 1983, a maioria dos quais foi vendida para o Brasil. As reservas de gás natural são estimadas em mais de 50 bilhões de metros cúbicos.

Diamantes

Diamantes (principalmente de qualidade gemstone) são no país o segundo maior gerador de divisas estrangeiras, a maioria da produção vinda de diamantes aluviais que estão espalhadas em grandes áreas. A indústria, no entanto, continua mergulhada na incerteza.

Em janeiro de 2000, o governo lançou um grande abalo da indústria de diamantes em um aparente esforço para trazer as vendas de diamantes do grande mercado informal – que responde por 60% de todas as exportações de diamantes – sob controle do governo, em canais oficiais e para evitar vazamento de diamantes.

Depois da independência, o governo introduziu um tipo marxista de economia centralmente planificada, com a propriedade nacional e controle do Estado se estendendo na maioria dos setores. As tentativas de reformas econômicas em face de graves desequilíbrios foram feitas no final de 1980 e meados de 1990, mas fracassaram. Confrontados com a deterioração das condições econômicas e sociais, o governo adotou uma série de medidas corajosas, que foram fixadas para resultar em uma mudança substancial na política econômica.

O governo estabeleceu um programa nacional de emergência de ajuda humanitária para as pessoas deslocadas pela guerra e introduziu medidas para melhorar a transparência na gestão dos fundos públicos. Na verdade, as receitas crescentes do setor de petróleo não escorreram para a sociedade como um todo, tendo sido utilizados para financiar o esforço de guerra, em detrimento de todas as outras áreas, o governo de Angola trabalha duro para continuar aumentando sua produtividade interna e aquecendo as importações, a fim de melhorar cada vez mais o saldo comercial angolano.

Gostou? Curta e Compartilhe!

Categoria(s) do artigo:
Governo

Artigos Recentes

Artigos Relacionados


Artigos populares

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *