Conselhos de Finanças Para Quem Vai se Divorciar

A decisão de se divorciar já não é fácil e com ela ainda vem diversas outras decisões bem complicadas. Nesse momento em que os ânimos estão exaltados é importante que as duas partes cheguem a um consenso do que é melhor e mais saudável para ambos e para os filhos. Dentre as principais discussões que entram em pauta numa situação de separação estão a guarda dos filhos, dos móveis e claro do dinheiro.

No dinheiro estão englobadas as dívidas, os investimentos feitos pelo casal assim como os bens que foram adquiridos durante a união. A seguir vamos dar alguns conselhos a respeito de como organizar as finanças durante a separação. Não torne o dinheiro mais um motivo de guerra entre você e ex-parceiro. 

Decisão em Conjunto

Nunca será fácil uma separação, mas quando os dois estão se acordo com a situação é mais fácil acertar o que ficará com cada um e o processo tende a se tornar menos tumultuado. Se os dois estão decididos e prontos para se despedir emocionalmente é bem mais fácil tratar da questão financeira.

Numa separação consensual os dois conseguem sentar e conversar de forma civilizada a respeito das finanças e de que maneira fazer a divisão dos bens. A grande dificuldade aparece quando um dos dois não quer a separação e usa o dinheiro como uma forma de manter o parceiro preso.

Bulling Financeiro

Essa situação em que o dinheiro é usado como escudo para manter a relação pode ser chamada de bulling financeiro. Acredite existem casos de pessoas que começam a fazer dívidas astronômicas para o casal para evitar o par vá embora. Há ainda o contraponto disso, uma pessoa que deseja se separar, mas que não quer tomar a atitude e então usa o descontrole financeiro como forma de obrigar a outra pessoa a dar um basta.

Nesse contexto existem pessoas que se sentem tão pressionadas que acabam abrindo mão do que podem e do que não podem e nem devem. Tem gente que somente para se livrar da pressão da vida a dois deixam para trás a casa, o carro, os bens, investimentos entre outros. Seria mais ou menos como ‘comprar’ a sua liberdade.

Divisão de Bens

O que podemos concluir é que de uma forma ou de outra (negociação amigável ou através da Justiça) os bens acabarão sendo divididos. A grande diferença é o desgaste que o casal terá e o tempo que irá levar para que haja uma solução.

Solução Amigável – Tente

O principal conselho que se pode dar para pessoas que estão se separando é que tentem ao máximo uma solução amigável. Mesmo que pareça insensível é interessante que logo após a decisão da separação ser tomada o casal converse sobre a divisão dos bens. Ficar adiando o assunto porque ele é incômodo não resolve nada, ao contrário somente piora. Esperar o processo jurídico acaba desgastando ainda mais as pessoas.

Pense da seguinte maneira, o juiz verá os bens do casal apenas como dinheiro e não com o valor emocional que tem para ambos. Um magistrado irá fazer a divisão dos bens de forma racional sem considerar o que cada uma das partes prefere.

Muitas vezes se os dois conversassem poderiam chegar a um acordo muito melhor do ponto de vista emocional. A liquidação dos bens é uma opção de muitos casais que estão se separando, mas nem sempre é a decisão mais interessante.

Inventário

Para que vocês possam saber exatamente o que precisarão dividir é bom fazer um inventário, ou seja, uma lista das dívidas, bens comprados depois do casamento e investimentos. Fique atento a questão do usufruto da casa, pois é necessário deixar claro os casos em que o usufruto é de um, mas a propriedade do outro. Deixar essas questões bem resolvidas é importante para que não fique aquela sensação de que você está deixando para trás algo que é seu por direito.

Não esqueça das dívidas, pois elas também precisam ter um dono definido assim como a forma como serão pagas. Tem casos de dívidas que pertencem aos dois e que exigem depósitos mensais das duas partes. Tudo isso precisa estar bem definido e claro.

Orçamento dos Gastos dos Filhos

Os filhos geram grandes discussões entre os pais divorciados também no que concerne a dinheiro, pois é de responsabilidade de ambos sustentá-los. Pensando nisso é necessário que os dois juntos façam um orçamento completo a respeito dos gastos necessários para educar, vestir, alimentar enfim cuidar da criança. Esse orçamento deve estar estabelecido entre o casal de pais para que seja definida a quantia mensal que o ex-cônjuge precisa depositar.

Evite divisões como o pai paga a escola e a mãe as roupas, por exemplo, pois isso dá margem para discussões futuras a respeito de diferenças de valores. Some todos os gastos e divida por dois igualitariamente ou então proporcionalmente aos ganhos de cada um. Observe que uma divisão de gastos sem muita organização pode acabar fazendo confusão na cabeça da criança.

Separe a Conta Conjunto Imediatamente

Esse conselho é essencial para evitar aquelas situações em que uma das partes raspa a conta, mas também tem como finalidade mais praticidade. Assim que o casal decide pelo divórcio deve procurar o banco para separara as contas. Uma forma simples de evitar que surja mais um problema para causar brigas durante o processo de separação.

Faça o Que é Melhor Para Vocês

Não existe regras que se apliquem para todos os casais sobre como deve ser uma separação sem traumas. Cada casal encontra o seu próprio caminho de resolver as questões financeiras e também as questões emocionais. Lembre-se que não se trata apenas de dinheiro, mas também dos seus filhos e de encerrar um capítulo que foi importante na sua vida.

A pessoa de quem você está se separando um dia já foi a pessoa com quem você quis passar o resto da sua vida. Isso deve e irá pesar no momento de fazer as suas escolhas racionais e emocionais. Mais uma vez vocês terão a oportunidade de serem cúmplices e razoáveis, aproveitem.

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Categoria(s) do artigo:
Dinheiro

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