Indicadores Sociais e Econômicos

Os indicadores sociais e econômicos são instrumentos que buscam revelar dados sobre fatores tipicamente abstratos, como o desenvolvimento social e econômico de alguma região. As finalidades atendem tanto a pesquisas quanto a formulação de programas de políticas públicas.

Famosos indicadores como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o Metas do Milênio permitem comparar dados de diferentes populações ao redor do mundo. Esses números ajudam a orientar ações de auxílio internacional aos países mais pobres, por exemplo. Dentro desses indicadores amplos, os critérios para a classificação são estabelecidos por organizações internacionais.

Os diferentes tipos de indicadores são caracterizados de acordo com os fatores abordados, podendo ser analíticos ou sintéticos. Os primeiros estão relacionados a uma única variável, como a alfabetização. Já os indicadores sintéticos são compostos por mais de uma variável, como no caso do IDH.

Outros bons exemplos de indicadores são o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Ambos são sintéticos, pois são compostos por diversas variáveis, como Educação, Saúde e Renda.

O IBGE é um dos principais indicadores utilizados como referência para pesquisas no país, sendo que este instrumento engloba as seguintes variáveis: População, Saúde, Educação, Atividade Econômica, Renda, Patrimônio, Uso do Tempo, Segurança Pública, Mobilidade Social e Cultura. O indicador Metas do Milênio possui como diferencial a classificação de fatores como Mercado de Trabalho, Meio Ambiente e Cooperação Internacional. 

Em comparação com os outros países do mundo, o Brasil ocupa uma posição pouco satisfatória na maioria dos índices. No geral, a posição é intermediária, porém, em comparação com os países mais desenvolvidos, a distância ainda é muito grande. Tomando como exemplo a variável Expectativa de Vida, no Brasil não chega aos 70 anos, sendo que na maioria dos países desenvolvidos é comum que passe dos 80 anos.

Nas últimas avaliações, o Brasil demonstrou melhoras significativas em algumas variáveis, como a Mortalidade Infantil e o Analfabetismo. No geral, o país ainda é caracterizado por uma intensa desigualdade social, principalmente quando são analisados os índices de diferentes regiões do país. O Centro-Sul do Brasil apresenta números muito superiores aos encontrados nas regiões Norte e Nordeste. 

Nessa comparação chama a atenção o fator da Mortalidade Infantil, que no Nordeste é mais de duas vezes e meia maior do que na região Sul. Fora a questão das regiões, as áreas rurais e urbanas também apresentam grande disparidade. O analfabetismo, por exemplo, costuma ser três vezes maior nas áreas rurais. Outras diferenças semelhantes são encontradas quando a população geral é divida por nível de renda. As famílias que vivem com rendimento mensal abaixo de um salário mínimo apresentam um alto índice de analfabetismo, enquanto o índice entre as famílias com renda superior a dois salários mínimos é muito baixo.

Gostou? Curta e Compartilhe!

Categoria(s) do artigo:
Banco

Artigos Relacionados


Artigos populares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *