O Mercado Publicitário no Brasil

O Brasil é o maior país da América Latina e também é o maior mercado publicitário da região. Para se ter uma ideia do tamanho dessa hegemonia, o Brasil, é responsável por 51,4% do gasto total da América Latina com anúncios. Essa grandeza e destaque deve se manter, pois o país depois de ter sediado a Copa do Mundo de 2014 ainda irá sediar as Olimpíadas de 2016.

Estima-se que até 2018 os gastos com publicidade na América Latina sejam da ordem de US$ 56,24 bilhões e mais da metade disso, cerca de 52% (US$ 29,5 bilhões) será somente no Brasil. Contudo, mesmo com a previsão feita ainda existe uma ameaça de instabilidade.

Mercado Mais ou Menos Estável

O cenário publicitário ainda se mantém mais ou menos estável uma vez que existe crescimento no segmento de dispositivos móveis e publicidade online, mas queda no setor de TV. A TV tem perdido cada vez mais espaço para as mídias digitais, em geral as pesquisas consideram a internet como um todo, ou seja, além dos anúncios feitos em sites também as receitas dos aplicativos bem como as soluções mobile.

Porém, quem atua no segmento digital não deve se animar muito, pois mesmo com o crescimento contínuo em 2016 a internet terá somente 8,9% da receita total da publicidade da América Latina. Os jornais ainda se mantém a frente da internet com 16,2% da receita.

A Internet na América Latina

Os especialistas acreditam que esse baixo desempenho da internet no Brasil se deve ao fato de que ainda se trata de um meio com baixa penetração por aqui. Pesquisas apontam que somente 54,4% da população da América Latina tem acesso a internet banda larga, esse número deve crescer para 65,5% até 2018.

Quando fazemos uma comparação com Estados Unidos e Europa, com 82,9% e 73,3% respectivamente, percebemos que se trata de um número relativamente baixo. Além disso, a diferença é que na América Latina os usuários da internet são em geral moradores dos grandes centros urbanos e jovens. Quem está conectado fica em torno de 16h a 18h por semana com acesso a rede.

TV – O Meio das Massas

Com os números apresentados acima fica mais fácil de entender porque a TV ainda é a mídia de massa de mais poder na América Latina em especial no Brasil. Dessa forma a televisão ainda é o melhor meio de chegar as massas e o meio para o qual a verba é destinada.

A realidade não é tão diferente na América do Norte ou na Europa, porém, lá os meios digitais e mobile estão ganhando cada vez mais espaço se destacando para os usuários e os anunciantes. No Brasil essa nova realidade vem chegando a passos lentos e ainda precisaremos esperar alguns anos para que a publicidade digital realmente estoure.

Aceleração

No Brasil o mercado publicitário está cada vez mais acelerado e desenvolvido, os investimentos em publicidade tem crescido em cerca de 10,07% todos os anos. Temos um mercado de grande força e potencial para se expandir ainda mais. Em parte essa aceleração se deve a tomada de frente pelas agências.

Um exemplo de atitude das empresas em busca de desenvolver o mercado é o que se passa na Bahia. O mercado publicitário baiano é o mais forte do Nordeste e para que ele continue se desenvolvendo o Sinapro-Bahia juntamente com a Federação Nacional das Agências de Propaganda – Fenapro criou o ENAPRO – Encontro das Agências de Propaganda da Bahia.

O evento é realizado em pontos turísticos e paradisíacos da Bahia e tem como objetivo fazer com que as agências de publicidade discutam o futuro e formas de crescimento do mercado. Além disso, o evento tem como objetivo fazer uma maior aproximação entre os dirigentes das agências de publicidade com a presença de profissionais de vários veículos de comunicação e fornecedores.

Criatividade Que Faz a Diferença

A publicidade brasileira é reconhecida por sua criatividade em todo o mundo já tendo sido contempladas com inúmeros prêmios importantes. Uma das principais características do mercado publicitário do país é a irreverência utilizada para criar campanhas que fazem muito mais do que vender um produto ou serviço, aproximam o público da marca.

Temos um histórico bem interessante que mescla campanhas que fazem um apelo mais forte para o emocional e aquelas que são mais divertidas. Existem bordões e comerciais que ficam no imaginário das pessoas por muito tempo. Você provavelmente já ouviu:

“- Quem bate?

– É o frio!

– Eu não deixo você entrar”

Ou então:

“Que bonita camisa, Fernandinho”

Ou:

“1001 utilidades”

Ou uma mais recente:

“Pergunta lá no Posto Ipiranga…”

O Politicamente Correto

Apesar da marca da criatividade a publicidade brasileira tem sofrido duros golpes do politicamente correto. Fica mais difícil ser criativo e criar piadas divertidas para vender os produtos e serviços quando se é tolhido por questões de censura moral. Isso é percebido facilmente através da grande quantidade de comerciais que tem sido retirados do ar porque acredita-se de que de alguma maneira eles ofendem as pessoas.

Podemos perceber que a publicidade brasileira perdeu um pouco da sua irreverência, porém, tem buscado se reinventar de outras maneiras e encontrados novos meios e canais para chegar ao seu público. A nova geração de publicitários chega ao mercado com uma missão muito importante revitalizar o interesse dos brasileiros pela publicidade bem como voltar a trazer prêmios para o nosso país.

Comerciais retirados do ar:

  • Comercial do BomNegócio.com com o cantor Compadre Washington. Esse comercial foi censurado por usar o termo “ordinária”, utilizado pelo cantor nas suas músicas que foram grande sucesso na década de 1990.
  • Um comercial da marca Axe de desodorantes masculinos foi impedido de ser veiculado na TV pelo fato de ser considerado muito quente e provocativo. O vídeo foi lançado somente na web e resultou numa advertência da marca pelo Conar, órgão que regula a publicidade no Brasil.
  • A marca Gillette também passou por apuros com a sua campanha “Quero Ver Raspar” em que belas mulheres diziam num comercial como não gostavam de homens peludos e que estavam desafiando todos os homens a usar o produto da marca para raspar os pelos. A acusação contra a campanha foi a de que a Gillette estaria promovendo o preconceito contra os homens peludos.

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Categoria(s) do artigo:
Mercado

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