Crescimento Econômico do Nordeste Brasileiro: Realidade e Carência Social

O que parecia sonho começa a parecer se tornar realidade. Estimativas apontam que a região nordeste do Brasil consegue arrecadar além do que outras regiões nacionais e inicia um boom de crescimento que vai aumentar com o tempo caso os registros macroeconômicos e microeconômicos continuem a registrar superávit.

Boom Econômico no Nordeste do Brasil

No primeiro semestre do ano de 2013 foi estimada média de poder para fazer compra estimada em aproximados R$ 450 bilhões na média em geral. Também existe a estimativa de que em menos de cinco anos, cinquenta por cento do povo nordestino deve alcançar a classe média. Os números são positivos para as perspectivas futuras a atentam as multinacionais que começam a se instalar em peso na região, ofertando não apenas disponibilidade de bens para compras como também oportunidades de empregos formais, o que auxilia no crescimento sustentável da econômica nacional. 

Jogo Macroeconômico: Brasil Nordeste      

Em termos práticos a econômica nacional representa ponto de incerteza nos dias atuais, de forma principal com a ameaça dos principais índices internacionais rebaixarem o poder do país em cumprir com os compromissos aos investidores. A geração de emprego também continua baixa e com pouca confiança nos métodos utilizados por CAGED e Ministério do Trabalho e Emprego. A previsão para o final de 2013 está no crescimento estimado em dois por cento.

Por outro lado um fator que poucos esperavam há dez anos começa a se tornar realidade respeitável no cenário nacional. De fato, a região nordestina do país começa a aumentar o nível econômico e de distribuição de renda após sofrer séculos de estagnação e esquecimento por parte do poder público federal. Com o aumento do poder econômico nordestino as grandes empresas não pensam duas vezes em instalar matrizes para vender no local. Em 2012 o PIB no Nordeste ficou na casa dos três por cento. Pode parecer pouco, mas equivale a três vezes o que foi conquistado no país durante o período.

De acordo com dados do IBGE no Brasil nordestino vivem quase um quarto da população nacional e a notícia de aumenta da economia pode favorecer aproximadas 50 milhões de pessoas. Entre 2002 e 2012 a classe média alcançou valor de aumento na casa dos vinte por cento. Não se pode ignorar o fato de que a elite nordestina também cresceu ao aumentar em 4% (de 5% para 9%) no período.

Problemas no Caminho: Coronelismo Contra Social

Quem conhece o Nordeste de perto compreende que o coronelismo ainda representa a cultura de parte da região, fator que pode prejudicar no futuro crescimento nordestino, visto que os donos dos meios de produção ao invés de reterem o dinheiro precisam investir não apenas na infraestrutura das empresas como também em desenvolver o local de forma social.

De certa maneira não ainda o cidadão ter dinheiro para poder comprar um carro zero quilômetros se não tem a capacidade para compreender o que está escrito no manual do proprietário por causa da carência na educação, realidade pontual na região nordestina do Brasil. Sem contra com os problemas de moradia, visto que o Nordeste representa região com maior carência de casas populares e parte de quem tem teto não possui saneamento básico.

O crescimento econômico de forma sustentável precisa colocar na pauta finanças para resolver questões sociais que estão pendentes. A história já demonstrou diversos exemplos que o aumento da econômica sem preocupação com questões sociais não tem como ser mantida em níveis altos no sentido de qualidade.

De certa maneira, caso exista maior investimento na questão social também vai aumentar as tendências do sertão conseguir se industrializar e gerar empregos de qualidade para cidadãos que estão preparados de forma acadêmica para assumirem os postos de trabalho, o que na prática encerraria com o ciclo da região sempre necessitar de insumos do Sudeste ou exterior para conseguir pagar os gastos públicos.

Existe a necessidade imediata de aumentar os investimentos em educação sob a ótica de todos os níveis: Creches, fundamental, médio, técnico e superior. Apenas com investidas do gênero as indústrias podem se estabelecer no local como produtor e não apenas com matrizes que na prática representam apenas pontos de vendas que recolhem dinheiro a ser seguido de forma principal aos países de origem.

Não há dúvidas de que o setor do turismo também carece de maior assistência de preparo acadêmico e técnico entre os trabalhadores do setor para que gere renda e aumente o número de turistas estrangeiros. Com maior educação e possibilidade de trabalho existe a tendência de diminuir o número de violência e abuso do trabalho infantil e sexual, fato pontual no Nordeste nacional.

Da forma como as coisas caminham, com excesso de apoio do governo federal e crescimento das grandes elites que ajudam a aumentar apenas a renda da classe baixa e média não existe dúvidas de que o crescimento econômico vai acontecer, porém de forma insustentável e com maior disparidade de renda entre o povo nordestino. De fato, apenas quando o coronelismo deixar de estar enraizado como cultura aceitável pode acontecer mudanças a se considerar de forma positiva ao crescimento no Nordeste.

Empresários de Olho no Nordeste

As empresas não possuem a obrigação de investir no social e por consequência olham para o Nordeste como a nova galinha dos ovos dourados em termos de consumo. Ao levar em conta que o local corresponde a trinta por cento do poder de compra no país, empreendimentos que ficarem de forma podem perder a chance de conseguir conquistar lucro, de forma principal com as vendas que acontecem a prazo a acarretam juros favorável aos vendedores.

Existe a estimativa de que até o ano de 2018 a região vai corresponder com classe média acima dos cinquenta por cento, aumentando de forma direta o poder de compra popular. Se comprar com o poder de compra que existe dos nordestinos ao final de 2013 o valor supera a economia de países como o Peru, por exemplo. Mesmo com as problemáticas sociais que acontecem de forma pontual na região a confiança do empresariado permanece em alta, conforme indica grande parte dos especialistas.

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