O Brasil e o BRIC

BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China) são considerados países emergentes que se encontram em constante desenvolvimento. No mundo dominado pela crise mundial, os BRIC conseguem se destacar frente às clássicas potências do capitalismo. Após a estabilidade política de diferentes vertentes, as nações caminham para evolução econômica e geração de emprego. O termo que une as respectivas potências foi cunhado pelo economista Jim O’Neill.

Polêmicas

Especialistas apontam que somente México e Coréia do Sul conseguem demonstrar economias comparáveis com as demonstradas pelo BRIC nos últimos anos. Ainda estuda-se o ingresso da África do Sul que consegue destaque entre os leões africanos. As três economias ainda estão descartadas porque no passado já foram consideradas mais ricas do que na atualidade.

Existem diversas estimativas que apontam os BRIC como prováveis líderes da economia mundial em meados de 2050. Os países juntos estão equivalentes a quarenta por cento da população mundial. As nações são equivalentes da cobertura do planeta Terra. O PIB combinado está na faixa dos 19 trilhões de dólares. Com a população aumentando, a rentabilidade se pode considerar o maior poder de consumo mundial.

Por este motivo, fica nítido, quase todos os dias nos jornais, que os BRIC se organizam em uma espécie de bloco econômico, formando alianças políticas e econômicas em diversos setores indispensáveis ao funcionamento da sociedade, aumentando assim o poder geopolítico das nações entre si, fazendo frente às potências consideradas desenvolvidas.

No cenário da economia mundial fica claro que o BRIC toma medidas com cooperação política no intuito de causar influências consideráveis nas decisões dos Estados Unidos, que de maneira forçada precisa enxergar com olhos qualitativos a presença dos quatros países que unidos formam força soberana.

Brasil e FMI!

No final de 2011, aconteceu o imponderável. O FMI pediu e o Brasil aceitou emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Mundial para auxiliar na assistência às outras grandes nações que estão sofrendo com a situação da atualidade, em especial no velho continente. “Prefiro ser credor a devedor”, afirmou Guido Mantega.

Alguns dias antes do empréstimo, os brasileiros já haviam dado sinais de que iriam contribuir, mesmo demonstrando estarem preocupados com relação à eficácia dos planos econômicos e ações contra os efeitos da crise econômica mundial. Dilma Rousseff exigiu medidas concretas para assegurar bom destino à quantia emprestada, decidida em conjunto junto com outras nações compostas no BRIC.

Após ter alcançado as primeiras posições entre poderosas nações econômicas, o Brasil deve ter papel fundamental na disciplina na taxa cambial entras as relações econômicas internacionais, acreditam alguns especialistas. O Brasil sustenta o câmbio no mundo. Caso em algum momento deixe de fazer esta função, é provável acontecer uma explosão no sistema econômico global. Pela iniciativa do governo brasileiro, a própria OMC realiza seminários para promover discussões sobre a tematização.

Para conquistar a independência, Pedro Alvares Cabral teve que assumir toda a dívida que os portugueses tinham com a Inglaterra. A partir de então, as grandes construções contaram com dinheiro tomado emprestado dos europeus e norte-americanos, como na própria construção de Brasília. Todo este valor foi pago durante a gestão do líder petista. O pagamento antes da eclosão da crise mundial do século XXI foi fundamental para que o Brasil se tornasse a sexta maior economia no início da segunda década do respectivo século.

Lula: Líder do BRIC

Lula já criticou publicamente as ações tomadas pelos europeus para sair da crise mundial. A gestão do petista foi marcada por medidas que asseguraram o crescimento do país mesmo com os reveses econômicos correndo nas maiores nações do capitalismo. Por este motivo, a palavra dele é respeitada por grandes líderes mundiais.

Para Lula, as ações da Europa deveriam estar envolvidas para o reaquecimento na geração de emprego, garantindo a renda dos cidadãos que podem deixar o ciclo econômico interno aquecido. A falta de trabalho representa principal problemática da zona do Euro, principalmente na Espanha e em Portugal.

Contudo, vale ressaltar que o Brasil continua representando país no qual as diferenças sociais entre pobres e ricos continuam discrepantes. Muito se houve falar da ascensão dos cidadãos de classe média, mas poucos analisam o alto crescimento da elite em detrimento do aumento das desigualdades na renda média populacional. Nesta ótica, críticos internacionais duvidam da eficácia econômica brasileira como sistema a ser levado como exemplo.

RÚSSIA E BRASIL: TI   

Brasil e Rússia estudam a possibilidade de instalar empresas de TI dentro do território brasileiro. O encontro inicial aconteceu nos primeiros dias de outubro de 2012. Valentin Makarov, presidente da RUSSOF, afirmou que o motivo da viagem foi acompanhar as visitas dos empresários com o mercado brasileiro, que na atualidade aponta crescimento de US$ 112 bilhões, com perspectiva de crescimento anual para mais de dez por cento.

BRASIL e CHINA: Importação e Degradação em busca de Evolução Econômica

Até o ano de 2025, a China deve triplicar a importação de celulose do Brasil. Somente em 2012 os chineses compraram quase quatro toneladas de matéria-prima da América Latina, visto que brasileiros são longe os maiores produtores do produto extraído de florestas, para o desespero dos ambientalistas que apontam os diversos riscos que podem existir ao solo em consequência do excesso de eucalipto.

A diversificação vegetativa ao redor corre risco de morrer por falta de nutrientes. As árvores usadas na produção de celulose são caracterizadas por crescerem de forma rápida, consumindo maior quantidade de água e causando a seca nas nascentes, prejudicando inclusive os mananciais aquáticos subterrâneos.

O conjunto de recursos hídricos pode ser extinto. Exemplo interessante está no Espírito Santo, região que estimulou a monocultura e hoje em dia traz quase 140 córregos secos. A exaustão proporcionada ao solo inviabiliza novas produções agrícolas no futuro. O terreno fica aberto a cada dois anos depois do período de colheita, aumentando as chances de acontecerem erosões.

Com as degradações proporcionadas pelos plantios das monoculturas da celulose, acontece a diminuição da biodiversidade. Os habitats naturais não servem alimentos ou nutrientes necessários às espécies conviverem em nichos ecológicos. A ação provoca surgimento das grandes populações de insetos e pragas.

Além de ser considerada como prática não sustentável, as produções resultavam em pouca geração de emprego às populações locais. Especialistas nas monoculturas do gênero dizem que os processos produtivos são praticamente mecanizados.

Por Renato Duarte Plantier

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Categoria(s) do artigo:
Governo

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