Balanço de Pagamentos: Características Gerais

Consiste na contabilidade que serve para registrar de forma sistemática as transações que acontecem na sociedade entre o resto do mundo no período anual. O conceito com esse tipo de explicação surgiu dos ideais imperialistas britânicos do século XIX e até os dias de hoje permanece como evidência teórica sobre a explicação do que venha a ser balanço de pagamentos. Em termos práticos demonstra a relação que existe entre setores externo sobre negociações de bens, serviços e finanças, três pontos que tiram o sono dos administradores do país.

Como se Divide o Balanço de Pagamentos?

De acordo com o economista José de Almeida Amaral Junior o balanço de pagamentos está dividido em três partes fundamentais: (A) Transferências Unilaterais (viagens, doações, donativos, entre outros) (B) Saldo da balança comercial (importação X exportação) (C) Saldo da balança de serviços (juros, lucros, remunerações de capital, seguro, frete, royalties, etc.).

Depois que o poder público soma os três itens, o que se denomina “balanço das transações corrente”, existe a necessidade de encontrar determinado equilíbrio para que o país não sofra déficit no PIB (Produto Interno Bruto). Nesse sentido, se o resultado for negativos, especialistas precisam encontrar formas macroeconômicas para conseguir tapar o buraco. 

Conta Capital: Balanço dos Pagamentos

A conta capita consiste na ferramenta em que se registra a entrada de IED (Investimentos Externos Direitos), reinvestimentos (capital de risco), financiamentos, empréstimos, capitais de curto prazo (modalidade perigosa ao levar em conta as características voláteis em termos de interesses, conhecidos de forma econômica como capital motel) e amortizações (ou, parcelas de dívidas).

Saldo do Balanço de Pagamentos

Nesse sentido a soma das duas partes consiste no saldo do balanço de pagamentos. Existe necessidade de cobrir os rombos que acontecem em termos de transações correntes. A nação corre atrás de possibilidades que se referem na Conta Capital. A grande problemática do ciclo econômico no gênero está no fato de ter que renumerar a entrada de capital que acontece no país. Por exemplo, para ter maiores finanças em caixa o governo aumenta os juros e chama a atenção de investidores que colocam dinheiro e em determinado momento retiram junto com o bônus da Selic.

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De fato, investidores apernas entram com valores se enxergam a possibilidade de lucro depois de realizarem diversos tipos de análises fundamentais da macroeconomia e microeconomia do país. Nesse sentido, quando as taxas de juros estão nas alturas existe amplo benefício para quem investe, funciona como espécie de convite ao capital estrangeiro. Por consequência o povo perde o poder de consumo ao comprar bens parcelados.

No ciclo econômico para as transações correntes serem fechadas sem prejuízos no final da temporada existe a necessidade de fornecer os financiamentos e por consequência rolar a dívida para o próximo ano, visto que os investidores devem recolher o dinheiro que investiram junto com os valores de juros. Nas palavras do professor José Amaral de Almeida, funciona como espécie de cobertor curto que para tapar as orelhas precisa descobrir os pés. 

Retirada Compulsória!

Em economia sob a ótica do capitalismo selvagem os investidores não estão dispostos a conceder boas ações por causa do bem estar dos países. No primeiro sinal de risco serão retirados os montantes, com prazos de resgate em queda, aumentando de forma direta os níveis de especulações internacionais e as retiradas compulsórias, prejudicado de forma direta no balanço de pagamentos.

Balança Comercial: Balanço de Pagamentos

Grande parte dos especialistas converge ao apontar que a balança comercial pode fechar com déficit, mas o balanço de pagamentos não deve seguir a mesma linha. De forma básica consiste em elemento que no todo precisa fechar de forma saudável para a máquina econômica funcionar. Nos momentos que acontecem as possibilidades de reveses nas finanças o poder público precisa usar reservar cambiais para tapar o buraco.

Qual Significado de Reservas Cambiais?

Em termos práticos reservas cambiais consistem no montante de dinheiro estrangeiro que o país possui em caixa. Existe a necessidade de ter diversificação de dinheiro internacional de acordo com os movimentos comerciais que acontecem com determinadas nações. Nos dias de hoje a presença de reservas com dólar comercial se faz necessária para grande parte das econômicas modernas, visto que essa representa a principal moeda do mundo em termos de negociações internacionais.

Reservas cambiais são estoques de divisas. Quanto maior a poupança do gênero mais chances o país possui de sanar o balanço de pagamentos. Porém, o que acontece quando o país não tem reservas financeiras no cofre para cobrir as dívidas? Simples, a nação quebra de forma econômica, como no caso do Brasil ao começo dos anos oitenta, visto que essa década é conhecida sob a ótica de perdida em termos de crescimento econômico de acordo com os principais analistas e livros que contam a história da economia brasileira. 

Economistas que trabalham ao poder público precisam ter a ciência de obter estoques de reservas cambiais no sentido de evitar o risco de quebra na economia capaz de trazer o chamado efeito dominó, prejudicando inclusive o poder de compra da grande parte do povo que começa a temer os efeitos da inflação.

Não se pode ignorar o fato de que a melhor forma de capitalizar reservas cambiais está em arrecadar com exportações, visto que não existe a necessidade de pagar remunerações, como acontece com investidores que investem nos títulos públicos e realizam o resgate das finanças quando bem entenderem e sem se preocupar se o país terá ou não dinheiro para sanar o balanço de pagamentos.

Na prática, as crises cambiais acontecem no exato momento em que a nação não possui reserva de dinheiro estrangeiro para satisfazer a demanda. O mercado de câmbio tem a presença constante de empresas (públicas ou privadas), bancos e especuladores que são especialistas em comprar na baixa e vender na alta. Por exemplo, quem comprou montantes de dólares em 1994, quando o real tinha paridade com o dólar, conseguiu lucrar ao vender em 1998, quando a moeda norte-americana foi às alturas, mesmo com FHC prometendo que o fato não iria acontecer durante as campanhas para a reeleição. 

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Categoria(s) do artigo:
Dinheiro

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